17x Nelson – Se Não É Eterno Não É Amor

Assistente de videografia e operador de projeção da peça “17x Nelson” que fica em cartaz até o final de Março de 2012 no Teatro de arena de São Paulo.

As 17 peças que Nelson Rodrigues escreveu são apresentadas ao público com o uso de projeções, letreiros, narradores e microfones. Doze atores se revezam para mostrar os 60 personagens. A peça integra a mostra “Quem Ainda tem Medo de Nelson Rodrigues?”.

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Aos 17 anos e quatro meses presenciei a primeira cena de violência brutal. E confesso: o meu teatro não seria como é, nem eu seria como sou,se não tivesse sofrido, se não tivesse chorado, até a última lágrima o assassinato de Roberto. Ninguém é mais importante para nós, do que os mortos esculpidos na memória da família. Vinte e seis de dezembro de 1929. Nunca vi uma manhã de beleza tão absurda, de um azul tão frenético, de uma luz tão inconcebível. Era como se  a morte estivesse abrindo os meus olhos para uma paisagem jamais sonhada. Foi de repente, quando cheguei em casa, que comecei a chorar. Sofria finalmente como um menino e me sentia atravessado, e tão ferido, pelo grito grito do meu irmão. Concluo que a verdadeira dor representa muitomal, tem esgares, uivos, patadas, arrancos, modulações. Eu diria também que a grande dor não se assoa. Eis a verdade – não se assoa nunca. Como se enxugar a coriza fosse uma desfeita ao morto. Nunca mais me libertei daquele estampido e daquele grito. Foi um espanto de ver, de ouvir e de sentir a morte na carne e na alma. Roberto estava morto, mas ficara comigo o seu grito, para sempre. Somente eu, um dia, irei morrer abraçado ao grito do meu irmão Roberto. Roberto Rodrigues.

(Nelson Rodrigues, extraído do Anjo Pornográfico de Ruy Castro)


Os Outros Também São Eu

Realizado em Novembro de 2010.

O tema desse trabalho é a cidade de São Paulo e suas subjetividades. Sozinho/acompanhado – as relações que são ou deixam de ser criadas são a energia que move a cidade.

As escolhas de direcionamento do olhar, dos caminhos a serem feitos diariamente, dão sentido à cidade e fazem o seu desenho. As muitas singularidades presentes em uma metrópole tornam uma grande cidade um lugar em que seus habitantes, mesmo individualmente, conseguem se identificar, apesar do imenso número de vontades, gostos e desejos diferentes presentes em uma cidade do tamanho de São Paulo.

A vibração causada pela energia das pessoas, representadas nesse trabalho pela luz, é o que compõe São Paulo, é essa energia que lhe dá sentido e que faz com que cada habitante sinta a cidade de maneira diferente.

Em uma metrópole de muitos olhares, aquele que olha também é olhado. Cada escolha de um indivíduo dentro de uma grande cidade reflete sua sensibilidade, sua subjetividade, uma vez que existem infinidades de ruas e caminhos a serem escolhidos diariamente e o indivíduo se coloca neste ambiente como ator, como sujeito, não apenas espectador, pois escolhe para onde vai dirigir seu olhar.

Para que se realize a compreensão de uma grande cidade se faz necessário fazer uma ligação entre as múltiplas singularidades existentes e os diversos fragmentos encontrados. Em São Paulo, tudo é cultura, da poluição à criminalidade, e a comunicação urbana não se realiza de maneira vertical, existe um perguntar e um responder, de modo que aqueles que habitam a cidade não apenas vivem nela, mas também são vividos por ela, numa relação dialógica.

A CIDADE É FEITA DE PESSOAS.


Peso das Coisas

Trabalho realizado no quarto semestre do IED SP. A matéria era Projeto Interdiscplinar, ministrada pelo Professor Kléber Matheus.

O objetivo desse trabalho era levar o espectador a um espaço imersivo, onde discute-se também a possibilidade de recriar novos ambientes em diferentes espaços através das novas mídias. Trazer a natureza para uma sala através da força de uma cachoeira, que tem sua imagem novamente subvertida quando colocada de cabeça para baixo, gerando um certo estranhamento no espectador. Velocidade acelerada versus lentidão. A metáfora do tempo e sua intangibilidade – tendo como principal foco aspectos da linguagem audiovisual como peso versus leveza.

PROJEÇÃO EM AMBIENTE FECHADO

Música: Four Tet – You Were There With Me

Esse trabalho foi apresentado em versão 2.0 na Virada Cultural de São Paulo, nesse caso em parceria com o aluno do IED Vinícius Fragoso.


Fotos: Jonatas Marques


World Map Live 09.09.09


Realizado para o curso de Sociologia no quarto semestre do IED SP.

Basta estar conectado para estar no centro do mundo.
Essa animação discute a mudança do espaço geográfico proporcionado pela rede. Além de mostrar a velocidade com que comunidades são abertas e fechadas.

Animação feita utilizando Processing e Adobe After Effects.
Música: Plastikman – Disconnect


Air France


Vinheta produzida na aula de After Effects, no terceiro semestre do IED SP.
Música: Madeleine Peyroux – Javanese


Vilma Pavani – História do Cinema – IED SP


Professora de História do Cinema da Escola Arti Visive do Istituto Europeo di Design, Vilma Pavani fala sobre o IED.
Editado por Felipe Felix  e imagens de Ed Andrade.


Everything’s All Mixed Up

Trabalho da aula de Video Editing, realizado no segundo ano no IED.
É um vídeo mash up que tem como tema a loucura e a sentimento de inadaptação.

Música:
Radiohead – Nude

Filmes:

Estamira

Pi

Requiem For A Dream

Hable Con Ella

Inland Empire
Vídeos:

Bjork painting with a piano machine created by Michel Gondry.

Brain MRI

Radiohead – Scotch Mist


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